Escuna é um tipo de embarcação: um veleiro de dois ou mais mastros cujas velas principais são de popa, presas ao longo do eixo do barco. Barco pirata não é classificação náutica nenhuma: é a temática do passeio, com tripulação caracterizada e show a bordo. Um descreve o casco, o outro descreve o programa.
Por isso as duas palavras convivem: a mesma embarcação pode ser chamada de escuna pelo tipo e de barco pirata pela proposta.
O termo técnico
O que é uma escuna, na definição náutica
Escuna, do inglês schooner, é um veleiro de dois ou mais mastros em que as velas principais são de popa, ou seja, armadas no sentido do comprimento do barco, e não perpendiculares a ele. Na configuração clássica, o mastro da proa, chamado de traquete, é igual ou menor que o mastro grande, que fica atrás.
Essa armação é o oposto da usada em navios de velas redondas, como o galeão e o brigue, em que as velas ficam presas a vergas atravessadas no mastro. A escuna surgiu no Atlântico Norte no século XVIII para cabotagem e pesca, justamente porque a vela de popa permite navegar mais próximo ao vento e exige tripulação menor.
É uma definição de forma da embarcação. Ela não diz nada sobre o que acontece a bordo, quanto tempo dura o passeio ou quem viaja.
A palavra que virou categoria
Por que em Santa Catarina toda embarcação de passeio virou escuna
No litoral catarinense, o termo se desprendeu da definição técnica. Aqui, escuna passou a nomear a embarcação de passeio turístico de médio porte em geral, com casco de madeira, deck aberto e capacidade para grupos, mesmo quando ela navega a motor e a mastreação tem função menos náutica do que estética.
É um uso regional consolidado: quando um morador de Florianópolis diz que vai fazer um passeio de escuna, ele está falando de categoria de programa, não de plano vélico. Por isso a palavra aparece em operações completamente diferentes entre si.
A consequência prática é que escuna não indica o tipo de passeio. Duas escunas podem sair no mesmo horário: uma silenciosa, com guia narrando os pontos, e outra com música e show do começo ao fim.
O que não é classificação
O que é um barco pirata
Nenhum registro naval classifica embarcação como pirata. Barco pirata descreve a proposta comercial do passeio: a embarcação é caracterizada, a tripulação entra no personagem e existe uma programação de entretenimento durante a navegação, com música e show.
A referência visual do imaginário pirata vem dos galeões dos séculos XVI e XVII, com velas redondas, e não das escunas. É por isso que barcos de passeio temáticos costumam misturar elementos: o casco e o porte são de embarcação de passeio moderna, a decoração conversa com a estética de navio antigo.
Se o assunto é a embarcação específica que faz o passeio de Canasvieiras, o que importa para a sua escolha não é a contagem de mastros, é o que acontece a bordo: show, música e parada para banho de mar. Isso está descrito no guia completo do passeio.
Na hora de escolher
O que a diferença muda na prática
Como escuna é a forma e pirata é a proposta, a pergunta útil na hora de reservar não é qual dos dois é melhor, e sim qual programa você quer: navegação com entretenimento ou navegação contemplativa.
Quem pesquisa por escuna procurando silêncio precisa checar se aquela operação tem show, porque a palavra não garante nada. Quem pesquisa por barco pirata já sabe o que vai encontrar: a temática está no nome.
- ✦EscunaTermo de embarcação. Na definição náutica, veleiro de dois ou mais mastros com velas de popa. Em Santa Catarina, virou nome genérico do barco de passeio
- ✦Barco pirataTermo de programa. Descreve a temática do passeio, com caracterização e show a bordo, e não um tipo de casco
- ✦Escuna pirataA junção dos dois: a embarcação de passeio com temática pirata. É o passeio que sai de Canasvieiras
- ✦GaleãoNavio de velas redondas dos séculos XVI e XVII, que alimenta o imaginário pirata mas não é o mesmo tipo de embarcação da escuna
Antes de reservar
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre barco pirata e escuna?
Escuna é um tipo de embarcação: veleiro de dois ou mais mastros com as velas principais armadas no sentido do comprimento do barco. Barco pirata não é classificação náutica, é a temática do passeio, com tripulação caracterizada e show a bordo. Um termo descreve a embarcação, o outro descreve o programa.
Escuna é um barco a vela?
Na definição original, sim: a escuna é um veleiro de dois ou mais mastros com velas de popa, criada no Atlântico Norte no século XVIII para cabotagem e pesca. No turismo catarinense, o termo passou a nomear embarcações de passeio de médio porte de forma ampla, inclusive as que navegam a motor.
Barco pirata é um tipo de embarcação?
Não. É uma descrição de temática, não de casco. Nenhuma classificação naval usa o termo. O que caracteriza um barco pirata é a proposta do passeio: embarcação caracterizada, tripulação no personagem e programação de entretenimento durante a navegação.
Qual a diferença entre escuna e galeão?
O galeão é um navio dos séculos XVI e XVII com velas redondas, presas a vergas atravessadas nos mastros. A escuna é posterior, do século XVIII, e usa velas de popa, armadas no sentido do comprimento do barco. O imaginário pirata das histórias vem do galeão, não da escuna.
Então escuna pirata e barco pirata são a mesma coisa?
Em Canasvieiras, sim: são dois nomes para o mesmo passeio, na mesma embarcação e no mesmo ponto de embarque. Escuna é a palavra que descreve o barco e pirata é a palavra que descreve a temática do passeio.
Toda escuna faz show a bordo?
Não. Existem escunas contemplativas, com guia e som ambiente, e escunas temáticas, com música e show. A palavra escuna não indica qual dos dois programas você vai encontrar: é preciso checar a proposta de cada operação antes de reservar.